É que, esse sentimento é meio confuso; ele me faz acreditar, desacreditar, amar, odiar, lembrar, esquecer… Tudo ao mesmo tempo. Eu me perco, me acho, me confundo, me entendo, me esqueço, me lembro. Tudo em uma fração de segundo. Vejo algo fofo, lembro de ti; vejo algo feio, lembro de ti; vejo algo bonito, lembro de ti; vejo casais e adivinha de quem eu lembro… Nós. E eu procuro esquecer-te para que não doa tanto, pela incrível saudade que me procura e me encontra toda vez que estamos distantes. Mas é apenas o tempo de esquecer-me de ti e… “BAM!”, você volta. E eu te vejo, te abraço, te beijo. E você se vai, eu me vou, nós vamos. Embora. E o nós se transforma em você e eu, novamente, até nos reencontrarmos. E passa um minuto, dois minutos, dez minutos e eu já estou com saudades. Peço para que passe rápido o tempo, para vê-lo novamente, contudo, parece que o tempo não simpatiza muito a mim. Ele insiste em passar vagarosamente, segundo por segundo, como se fossem horas que demoram tanto a passar, fazendo meu coração apertar a cada volta do ponteiro de segundos, minha garganta doer, meus olhos encherem-se de lágrimas, estômago embrulhar e… A vontade de gritar seu nome chegar. E todas as noites eu te chamo, peço para que você venha dormir comigo abraçando-me por trás, cobrindo-me com seu abraço quente, fazendo-me queimar. Porém, jamais consegui encontrá-lo em meu quarto, em sequer uma noite fria, apesar de ainda estarmos no outono. Necessito cada vez mais de ti, de teu beijo, teu abraço, teu carinho, somente de ti. Necessito passar noites e mais noites em claro, por não deixar-me dormir; necessito você, aqui, lá, ai, em qualquer lugar que seja, porém, só necessito você, hoje, amanhã, depois, para sempre… Até que a morte nos separe.